quinta-feira, 8 de março de 2012

Mais uma do pastor

Silas Malafaia anuncia que apresentará programa especial com “denuncias graves contra a ditadura gay”.
por Redação MundoMais
Silas Malafaia:oposição à diversidade sexual.Silas Malafaia:oposição à diversidade sexual.
O pastor Silas Malafaia anunciou que dedicará uma edição do programa "Vitória em Cristo" para fazer denuncias ligadas ao ativismo gay, e ao que chamou de “ditadura gay”.
O líder evangélico tem sido um dos principais opositores dos projetos de lei e ações tomadas por ativistas gays, que visam punir pessoas que pensem e opinem de forma diferente dos anseios dessa parcela da população.
Segundo informações do site "Verdade Gospel", Malafaia classificou o programa como “imperdível” e disse que as informações que divulgará são extremamente importantes.
Dirigindo-se aos evangélicos e católicos, Malafaia afirmou que a “ditadura gay” quer fazer com que opositores a seus princípios sejam calados, e convocou os fiéis a divulgarem nas redes sociais a veiculação das denúncias em seu programa, que irá ao ar no dia 07/04. Será um programa esclarecedor tanto para os evangélicos como para os católicos praticantes. Querem a todo custo calar a voz do povo de Deus.
Silas Malafaia é alvo de uma ação do Ministério Público, que quer que o pastor conceda direito de resposta aos ativistas gays e se retrate com relação às suas declarações de protesto contra atitudes de participantes da Parada Gay, que segundo ele, teriam profanados símbolos católicos durante o evento. Na ocasião, Malafaia afirmou que a Igreja Católica deveria “entrar de pau em cima desses caras” e “baixar o porrete” em reação à manifestação durante a Parada Gay.

quarta-feira, 7 de março de 2012

mi de igreja e inocenta vice-cônsul

A Justiça do Rio Grande do Sul recebeu uma carta de uma mulher que se diz funcionária do governo português e que afirma ter pegado os R$ 2,5 milhões de reais que sumiram da Arquidiocese da Igreja Católica de Porto Alegre em dezembro de 2010. Ela também se mostrou disposta a devolver o que sobrou da quantia para inocentar o ex-vice-cônsul Adelino Vera Cruz Pinto, que, desde o sumiço do dinheiro, é acusado de estelionato e foi transformado em foragido internacional. O montante desapareceu após ser depositado na conta de Pinto, com objetivo de viabilizar uma suposta doação de recursos do governo luso para reformar paróquias no Rio Grande do Sul. As informações são do jornal Zero Hora.
Na carta, a mulher se apresenta como Teresa Maria Ferreira de Almeida Monteiro, que seria uma ex-namorada de Pinto e filha de um ex-diretor do Serviço Secreto de Portugal. Ela diz que recebeu "todo o dinheiro" repassado pelo ex-vice-cônsul e que Pinto foi vítima de uma "situação criada" por ela e uma amiga. A mulher disse que as duas teriam usado o dinheiro em cassinos. O promotor Fabiano Dallazen afirmou que avaliará a veracidade da carta. Ele disse que a mulher deverá ser interrogada e que pode ser denunciada por estelionato, mas que "isso não excluiu o Adelino (Pinto) porque o dinheiro foi depositado na conta dele". O ex-vice-cônsul, que diz estar em Portugal, declarou apenas que "tudo será esclarecido".








Fonte: Terra






segunda-feira, 5 de março de 2012

TRE libera lista de políticos com contas desaprovadas



Fonte: Anna Ruth Dantas - Repórter



O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte divulgou ontem lista com 91 políticos que tiveram contas desaprovadas no pleito de 2010. O documento ganha importância maior este ano porque resolução do Tribunal Superior Eleitoral, editada na semana passada, proíbe que aqueles com contas reprovadas no pleito anterior possam disputar a sucessão seguinte. No entanto, esse impedimento não é válido para aqueles que recorreram da decisão e não tiveram o processo ainda concluído. Entre os integrantes da lista da Corte Regional Eleitoral há muitos que já se colocaram como pré-candidatos ao pleito 2012, como é o caso da vereadora de Natal Sargento Regina (PDT), o presidente da Câmara Municipal de Parnamirim, Rosano Taveira (PRB), e o vereador de Mossoró, Genivan Vale (PR).

Também há lideranças do interior, como é o caso do ex-prefeito Pio X Fernandes (PSB) de Luiz Gomes, que estava cotado como pré-candidato a prefeito de Pau dos Ferros; o professor Flaviano Monteiro, pré-candidato a prefeito de Apodi. Também estão na lista da Corte candidatos ao Senado e ao Governo de 2010, como é o caso de Simone Dutra (PSTU) e Sávio Hackradt (PDT).

Advogado do deputado estadual George Soares (PR), que também está na lista do TRE, Vladimir Capistrano disse ontem que o parlamentar já recorreu da decisão do TRE e teve as contas aprovadas com ressalvas pelo Tribunal Superior Eleitoral. Capistrano também defende o vereador de Mossoró Genivan Vale.

No caso dele, o embargo de declaração, nome técnico do recurso impetrado na Corte Regional, ainda não foi julgado. "No Direito Eleitoral os recursos não têm efeito suspensivo. Mas quando se trata de processo sobre prestação de contas há efeito suspensivo enquanto o recurso não é apreciado", explicou Vladimir Capistrano.

Procurada pela reportagem da TRIBUNA DO NORTE a vereadora Sargento Regina disse que recorreu da decisão do TRE e destacou que a desaprovação das contas se deu por "formalidades" e não por crime eleitoral. "Se tudo der certo e a gente conseguir resolver, beleza. Isso está com o jurídico agora", disse a vereadora.

Através da assessoria de imprensa, o vereador Taveira disse ontem que recorreu da decisão e que o processo está atualmente aguardando julgamento no TSE, em Brasília.

Resolução do TSE proíbe candidato 'conta suja'

Uma das novidades do pleito 2012 já indicada pelo Tribunal Superior Eleitoral é a obrigatoriedade de aprovação das contas eleitorais para a obtenção da certidão de quitação eleitoral e, em consequência, do próprio registro de candidatura. Em todo Brasil, são mais de 21 mil políticos com contas reprovadas do pleito eleitoral passado.

A resolução foi aprovada na semana passada pelo TSE, por um placar de 4 votos favoráveis e 3 contrários. Uma das defensoras da obrigatoriedade das contas aprovadas para disputar o pleito de 2012 foi a a ministra Nancy Andrighi. Ela defendeu a exigência não apenas da apresentação das contas, como ocorreu nas Eleições 2010, mas também da sua aprovação pela Justiça Eleitoral para fins de obter a certidão de quitação eleitoral.

A certidão de quitação eleitoral é documento necessário para obtenção do registro de candidatura, sem o qual o candidato não pode concorrer. De acordo com a ministra, não se pode considerar quite com a Justiça Eleitoral o candidato que tiver suas contas reprovadas.

"O candidato que foi negligente e não observou os ditames legais não pode ter o mesmo tratamento daquele zeloso que cumpriu com seus deveres. Assim, a aprovação das contas não pode ter a mesma consequência da desaprovação", disse Nancy Andrighi ao reafirmar que quem teve contas rejeitadas não está quite com a Justiça Eleitoral.

Essa resolução do TSE define ainda as regras para a arrecadação e os gastos de recursos por partidos políticos, candidatos e comitês financeiros, abrangendo a prestação de contas da utilização desses valores.

Outra alteração inserida na resolução foi proposta pelo ministro Marco Aurélio em relação ao artigo 54. A redação anterior deste artigo previa que nenhum candidato poderia ser diplomado até que suas contas fossem julgadas. A alteração definiu que "a inobservância do prazo para encaminhamento das prestações de contas impede a diplomação dos eleitos, enquanto perdurar".

domingo, 4 de março de 2012

para que serve os direitos o tal dos diretos humanos?

ImagePesquisa mostra que aproximadamente 72% dos homossexuais presentes à Parada do Orgulho GLBT de São Paulo em 2005 já foram vítimas de algum tipo de discriminação por conta de sua orientação sexual. Travestis e transexuais são as maiores vítimas de violência e marginalização.



PARADA GLBT

SÃO PAULO – Aproximadamente 72% dos homossexuais presentes à Parada do Orgulho GLBT (de Gays, Lésbicas, Bissexuais, e Transgêneros) de São Paulo já foram vítimas de algum tipo de discriminação por conta de sua orientação sexual, no ambiente familiar, de trabalho, entre amigos e vizinhos, no comércio, no sistema de saúde, na escola, faculdade ou em delegacias, entre outros locais. Além disso, pouco mais de 65% deles já sofreram agressões verbais, físicas ou sexuais pelo mesmo motivo. É o que revela a pesquisa “Política, Direitos, Violência e Homossexualidade”, que já vem sendo realizada desde 2003 no Rio de Janeiro, e de 2004 em Porto Alegre. Esse quadro de violência e preconceito mostra que não é à toa que foi justamente“Homofobia é crime!” o tema escolhido para a parada deste ano, que completou uma década de existência, levando às ruas da capital paulista cerca de 2,5 milhões de pessoas, no dia 17 de junho.

De acordo com o estudo, é por amigos e vizinhos que eles mais afirmam ter sido discriminados (34%). Depois, vêm os casos na escola ou na faculdade (32%), seguidos pelas situações de exclusão vividas no ambiente familiar, relatadas por quase um quarto dos entrevistados. Ou seja, é justamente nos convívios mais íntimos em que foram apontados mais casos de discriminação. Encontram-se nas duas últimas posições ambientes normalmente mais hostis, como o trabalho (16%) e os serviços de saúde (12%). “Uma possível interpretação é que exatamente dessas pessoas eles esperam maior apoio, por ser mais dolorido isso os marca tanto. A pesquisa depende da percepção e da memória dos entrevistados”, avalia a antropóloga Regina Facchini, vice-presidente da Associação da Parada GLBT de São Paulo (APOGLBT-SP) e uma das autoras do estudo.

É também nesses ambientes em que a orientação sexual é mais compartilhada, lembra Sérgio Carrara, coordenador do Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos (Clam), que organizou a pesquisa. “Os entrevistados são gays, lésbicas, travestis e transexuais com diferentes níveis de visibilidade. É nos círculos mais íntimos, onde eles se assumiram, em que isso ocorre. Sendo a orientação sexual menos visível, a possibilidade de discriminar é menor. Além disso, eles estão falando das relações mais significativas, afetivamente mais relevantes”, reforça Carrara.

A violência física já foi sofrida por 18% dos entrevistados, a maior parte dos casos em espaços públicos, e em 48% deles por autores desconhecidos. Em casa, aconteceram 17% das agressões. O padrão de gênero que marca os diferentes perfis de violência contra homens e mulheres em geral é reproduzido com gays e lésbicas. Analisando separadamente a situação das mulheres bissexuais e lésbicas, observa-se que a violência no ambiente doméstico cresce de forma considerável em comparação com homens bissexuais e homossexuais. Enquanto nos dois grupos femininos foram registradas taxas de 22% e 27%, respectivamente, nos masculinos ela é muito menor, atingindo 8% e 16%.

“Esse resultado está de acordo com o padrão de vitimização das mulheres em geral, que sofrem mais com a violência doméstica. Elas são homossexuais, mas também são mulheres. Além disso, é preciso levar em conta o significado das relações familiares para as mulheres. Elas são bem mais sensíveis à discriminação que ocorre em casa”, explica Carrara. Ao mesmo tempo, os homens costumam ser mais agredidos nas ruas do que no ambiente privado, já que normalmente estão mais expostos ao ambiente público. Isso mostra que a orientação sexual não altera a pressão social em relação ao gênero nem as desigualdades entre homens e mulheres.

Aproximadamente 60% dos entrevistados afirmaram já ter sido agredidos verbalmente ou ter recebido ameaças de agressão física. “Esses altos índices de pessoas que sofreram discriminação ou agressões verbais mostra que essas são experiências constitutivas da própria homossexualidade”, diz o coordenador do Clam.

AUSÊNCIA DE DENÚNCIA
Cerca de 40% dos entrevistados que disseram ter sofrido agressões não denunciaram nem relataram o fato a absolutamente ninguém. Dos que falaram sobre isso com alguém, 41% contaram apenas para amigos, aproximadamente 16% para familiares e apenas 14% chegaram a denunciar em delegacias ou para policiais. Isso mostra que muitos preferem vivenciar essa experiência de forma isolada e solitária a compartilhá-la com alguém. Existe, nesses casos, o temor de serem revitimizados por pessoas próximas ou por autoridades policiais, de serem agredidos novamente nas delegacias ou em casa e terem seu sofrimento aumentado. Isso porque existe uma aceitação no Brasil em relação a esse tipo de violência e discriminação.

Segundo Carrara, ainda não se discutiu no país se as agressões verbais são impróprias, como ocorreu em relação às agressões racistas, que acabaram sendo coibidas por lei. Nesse sentido, está em tramitação na Câmara dos Deputados, desde 2001, um projeto de lei da deputada Iara Bernardi (PT-SP), que criminaliza a homofobia e é bastante apoiado pelo movimento GLBT. “A aprovação desse projeto seria um passo importante, mas a lei não muda a realidade imediatamente, por isso não se pode ancorar todas as esperanças nela. Acredito, entretanto, que ela pode ter um impacto cultural importante a longo prazo, impondo limites éticos para as atitudes e comportamentos, colocando piadas homofóbicas e agressões como fora da lei”, avalia Carrara.

De acordo com a vice-presidente da Associação da Parada GLBT de São Paulo, existem muitas instituições sociais, com grande penetração na sociedade, que dão base à homofobia. “Os discursos religiosos fundamentalistas são um exemplo disso. Quando alguém prega dentro de uma igreja que a homossexualidade é uma aberração, isso dá suporte a esse tipo de violência e ensina a comunidade a aceitá-la”,diz Regina. Para ela, a lei seria importante para desnaturalizar essa violência, mostrando que, na verdade, constitui crime e violação de direitos humanos. No entanto, ela considera que as paradas do orgulho GLBT, que reúnem milhões de pessoas a cada ano, grande parte delas heterossexuais, são uma estratégia mais eficiente de conscientização e sensibilização em massa, para ampliar o campo social de apoio e à população GLBT e seus direitos.

TRANS SOFREM AINDA MAIS
Na comunidade GLBT, os que mais sofrem com a discriminação e a violência é o grupo dos transexuais e travestis, conhecidos como “trans”. Eles relatam o dobro ou mais de casos de marginalização por conta de sua orientação sexual no ambiente religioso, no comércio, no trabalho, nos serviços de saúde e em relação à atuação dos policiais. Enquanto cerca de 20% dos entrevistados em geral registraram suas histórias de exclusão no comércio, 18% quanto aos policiais e 23% no ambiente religioso, os trans apontam porcentagens bem mais altas, respectivamente, 47%, 45% e 47%. Além disso, eles são mais agredidos em espaços públicos (68%), os relatos de agressões verbais passam de 77% dos entrevistados e os casos de violência física são destacados por 54% deles. A violência sexual, denunciada por 14% do total dos entrevistados, chega a quase 24% entre transexuais e travestis.

“Os trans são os mais violados em seus direitos. Por trás disso, estão as normas da sociedade, que determinam que uma pessoa tem que ser homem ou mulher. Quando a vivência de alguém questiona essa divisão, como a de um travesti com pênis e seios, que vive com tranqüilidade essa ambigüidade, a violência passa a acontecer. Com os transexuais é a mesma coisa, já que não são claramente homens nem mulheres. Isso perturba a sociedade, o que volta em forma de violência e exclusão”,interpreta Regina.

“A pesquisa aponta que alguns grupos são mais vulneráveis à violência que outros. Os trans são mais atingidos pelos diferentes tipos de discriminação e violência física por conta de uma visibilidade maior de sua própria orientação sexual. Há também outras especificidades para serem levadas em conta. Os trans se encontram em uma situação de marginalidade grande em relação ao trabalho e à escolaridade, que se cruzam e potencializam a vitimização. As oportunidades de trabalho são muito reduzidas, por isso muitos deles trabalham nas ruas, como profissionais do sexo, em ambientes muito violentos. Assim, há um acúmulo de processos de marginalização que levam a essa situação”, avalia Carrara.

REDE TV! FORA DO AR
Por outro lado, a comunidade GLBT obteve uma vitória histórica em relação à homofobia. Em outubro de 2005, foi movida uma ação civil pública pelo Ministério Público Federal (MPF) e seis organizações da sociedade civil, contra uma série de violações de direitos humanos e estímulo à homofobia exibidas no quadro de pegadinhas do programa Tarde Quente, apresentado pelo humorista João Kleber, de segunda a sexta-feira. Entre as cenas enviadas à Justiça Federal pelo MPF estavam principalmente quadros em que os atores que representavam os homossexuais eram humilhados e terminavam punidos com socos e pontapés dos passantes. Depois de retirar a emissora do ar por mais de um dia, devido ao descumprimento de determinações judiciais de direito de resposta coletivo, a Rede TV! propôs um acordo com os autores da ação.

A emissora teve que pagar R$ 200 mil para produção de programas de contra-propaganda, veiculados no lugar do humorístico que ridicularizava e agredia homossexuais, entre outros grupos. Foram trinta edições do programa “Direitos de Resposta”, de dezembro a janeiro deste ano, produzidas pelas organizações que moveram a ação e pelo MPF, promovendo e defendendo os direitos humanos. A Rede TV! ainda teve que depositar R$ 400 mil no Fundo de Defesa de Direitos Difusos, pela violação dos direitos humanos e deseducação da população brasileira.

“A mensagem transmitida por esses programas que foram retirados do ar era de legitimização da violência física em relação aos homossexuais, isso sem falar na violência simbólica”,afirma o procurador regional dos Direitos do Cidadão no Estado de São Paulo, Sérgio Suiama, um dos responsáveis pela ação. “A TV é o único serviço público que alcança todos os municípios, superando até os Correios, e está presente em 90,3% dos domicílios brasileiros. Ela transmite apenas uma visão das coisas, que se consolida em preconceitos necessariamente, pois ela não tem o pluralismo de idéias necessário para formar uma convicção”, critica Suiama.

MP pedirá anulação de concurso público sob suspeita de fraude em Itati

 


Casa da vereadora autora das denúncias foi alvejada por tiros na última sexta


O Ministério Público Estadual (MP) vai ingressar com ação judicial pedindo a anulação do concurso público realizado no município de Itati, no Litoral Norte do Estado. A prova está sendo investigada sob suspeita de fraude. A informação é do promotor de justiça Reginaldo Freitas, de Santo Antônio da Patrulha. Segundo Freitas, também será solicitada a anulação das nomeações feitas a partir do concurso, realizado no final de 2011.

A autora das denúncias do suposto esquema, vereadora Roseli da Silva Santos, foi surpreendida no meio da noite dessa sexta-feira com disparos em direção a sua casa, no interior do município. Ela acredita que o atentado foi o mais contundente entre todas as ameaças que vem sofrendo desde que fez as denúncias, em fevereiro deste ano. Roseli dormia em casa com a filha e o irmão quando a residência foi alvejada por cinco disparos de pistola calibre 45, de uso restrito do Exército. "Realmente, essa noite eles vieram para me matar mesmo", disse.

O promotor Reginaldo Freitas conta que foi a partir de uma interceptação telefônica, onde o secretário da Administração de Itati e outro homem comentavam que tinham que dar um susto maior na vereadora, que o Ministério Público pediu a prisão do secretário, preso em fevereiro. O comissário de Polícia, Jurandir Quartieri, que atua nas investigações que apuram as fraudes no concurso público de Itati, diz que fez um relatório ao Ministério Público e sugeriu uma intervenção no município.

Ele revela que a Polícia Civil já temia pela vida da vereadora. "Sabemos da onde que partiu pelo menos a ordem, são pessoas que estão presas na Penitenciária Modulada de Osório, entre elas, também uma pessoa ligada ao secretário, que está segregada lá por nós. Prendemos ela com 30 petecas de cocaína", afirma Quartieri.

Passado o susto, a vereadora diz que não vai sair de casa e que confia na segurança e na justiça. "Tem muita gente revoltada por perder o seu emprego, porque foram colocados. E eles querem me calar, mas eu não vou calar", enfatiza a vereadora.

A reportagem tenta desde a manhã desse sábado conversar com a administração municipal de Itati, mas nem o prefeito, Luiz Carlos Machado, nem o vice, Gilvan Neubart, foram localizados.




Fonte: Janine Souza / Rádio Guaíba

 

vc repórter: Mardi Gras 2012 reúne milhares de gays em Sydney

Roupas ousadas e fantasias se destacam na Mardi Gras 2012. Foto: Pedro Figueiredo Xavier/vc repórterRoupas ousadas e fantasias se destacam na Mardi Gras 2012
Foto: Pedro Figueiredo Xavier/vc repórter
 
A cidade de Sydney, na Austrália, mais precisamente a Oxford Street, teve um sábado bem agitado. O Mardi Gras 2012, festa direcionada ao público gay que acontece anualmente, recebeu milhares de fãs. O evento contou com a presença das cantoras australianas Kylie Minogue e Conni Mitchell, entre outras atrações.
O Mardi Gras 2012 foi transmitido via internet para cerca de 300 mil espectadores, que puderam assistir a três horas de show.
O evento, uma das festas mais populares da Austrália, é considerado uma espécie de carnaval pelos frequentadores, já que conta com a presença de carros alegóricos e milhares de pessoas fantasiadas. O desfile tem como objetico aumentar a visibilidade do público gay.
Além de celebridades do mundo da música, alguns políticos também estiverem na Mardi Gras 2012, entre eles a prefeita da cidade Clover Moore, que apóia o evento desde 1986.
As celebrações surgiram na década de 80 durante manifestações feitas em prol dos direitos gays.

Fonte:O internauta Pedro Figueiredo Xavier, de Sidney (Austrália), participou do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Tiririca se intitula o ‘prefeito do povão’



Deputado mais votado do país já é saudado como “prefeito” nos corredores da Câmara; Jaqueline Roriz é uma das “eleitoras”





Tiririca
Tiririca se entusiasma com a ideia de disputar a prefeitura de São Paulo pelo PR - Laycer Tomaz/Câmara

Saudado como “prefeito” por colegas de Câmara, o deputado Tiririca (PR-SP) já se coloca como uma realidade na disputa eleitoral de São Paulo. A depender do entusiasmo com que tem sido cumprimentado no plenário da Casa, o sucesso nas urnas obtido nas eleições de 2010 (1,3 milhão de votos, recorde histórico) já é considerado nos bastidores. Com direito a slogan adequado ao caráter popularesco da candidatura, possibilidade lançada nesta semana pelo PR.
“‘Prefeito do povão’. O slogan é esse mesmo”, entusiasmou-se Tiririca, depois de ser parado pela deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) com um tratamento peculiar. “Prefeito!”, disse a parlamentar, recentemente acusada de receber propina no esquema de corrupção no GDF desvendado pela Polícia Federal – fato que foi perdoado em plenário pelos pares, em 30 de agosto passado, em votação secreta sobre pedido de cassação de seu mandato.
Depois do cumprimento, Jaqueline recebeu um caloroso abraço do extra-oficial candidato Tiririca. Depois de alguns gracejos, o também humorista da TV Record passou a ser cumprimentado por assessores da deputada – foi quando um deles citou o slogan confirmado pelo parlamentar do PR – legenda que agora se porta como independente em relação ao governo Dilma Rousseff, tendo iniciado a legislatura como membro da base aliada com direito a ministério – Alfredo Nascimento (PR-AM) deixou a pasta em julho de 2011, em meio a acusações de corrupção.
Aproveitando a deixa, o Congresso em Foco conversou por alguns instantes com o deputado Tiririca, que disse não considerar impossível impor derrota a nomes como José Serra, pré-candidato do PSDB, e Fernando Haddad, o nome do PT para a corrida eleitoral. Afinal, lembra, recebeu 1,3 milhão de votos em outubro de 2010. Antes de adentrar o cafezinho do plenário, o parlamentar disse que a decisão não é dele.
“Vamos ver. O povo é que, na verdade, vai decidir isso. Mas, se acontecer [a indicação dele pelo PR], vamos bater de frente nisso aí”, disse Tiririca, confessando que a disputa, menos dois anos depois de ter sido eleito como o deputado mais votado da história, não estava em seus planos. Afinal, durante a campanha ele mesmo disse que ainda precisava aprender o que faz um deputado, para então informar aos seus eleitores. Com uma eventual empreitada para a Prefeitura de São Paulo, Tiririca ainda teria de aprender o que faz um prefeito, mesmo sem ter tido tempo suficiente para apredender o ofício parlamentar (“Ainda não tenho o que dizer ao povo”, admitiu o deputado na semana passada, depois de deixar o plenário).
“Como deputado, eu não queria isso, não. Mas, se ficar decidido, e o povo quiser… O povo é que vai dizer”, acrescentou, repetitivo e reticente, dizendo-se também “muito feliz” e prestigiado pela hipótese da candidatura.



Fonte: por Fábio Góis uol.com